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Conheça o pop multicultural de Zerzil

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Zerzil by Augusto César

Chegou nas plataformas digitais no último dia 7, o disco de estreia do mineiro radicado no Rio, Zerzil, o “ZZ”, com dez composições autorais. Solar e alegre, o disco foi feito para a noite, para as baladas, para dançar, com produção musical de Sérgio Santos e do próprio Zerzil. “Eu fiz o disco imaginando a minha geração como público-alvo, a geração dos anos 90 e 2000, que nasceu e cresceu num mundo conectado pela TV e, principalmente, pela internet, que viveu mergulhada em influências pop de desenhos, filmes, séries, livros, músicas”, explica Zerzil.

O cantor estava trabalhando em um disco para ser lançado em 2015 quando percebeu não estar satisfeito com a sonoridade. Foi quando decidiu abandonar o projeto e começar do zero um disco conceitual e autobiográfico, que contasse a sua história com a sua linguagem poética e sonora; foi quando começou a estudar produção musical, inspirado pelo trabalho do Stromae. “Conheci o produtor Sérgio Santos, que já trabalhava com várias artistas do mundo pop,  ele curtiu o meu som e topou entrar nesse projeto, trabalhando em cima das bases eletrônicas que eu havia criado no estúdio em minha casa, para criar uma sonoridade moderna e, ao mesmo tempo, pessoal. E a gente finalizou o disco gravando as vozes e fazendo a mixagem no estúdio Pancadão, da Fernanda Abreu, com o Sérgio e sua equipe”, conta Zerzil.

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Zerzil by Augusto César

O disco possui dez músicas autorais, sendo que duas delas foram criadas com parceiros: “Brincadeirinha” é uma  parceria com Dennis Novaes; e “Yo fico mucho loko” foi feita a três, com Dennis Novaes e a multi-instrumentista Ana Sucha. A capa é assinada pelo designer Fabiano Feroli, com foto do Paulinho Thomaz, e traz a  imagem do artista com asas de dragão. “Dragão”, aliás, é a música que sintetiza a mensagem do disco e representa a superação dos dificuldades e o empoderamento que vem dessa  vivência.

Das dez faixas que integram o disco, três já ganharam videoclipes. “Beijaço”, gravado com a adesão de fãs, no carnaval carioca, na Lapa e no posto 9, mistura batidas de house com pitadas de reggaeton e hip hop, com um trecho de rap militante em prol da causa LGBT,  “Yo Fico Mucho Loko”  fala sobre os tabus da sociedade, em cima de base sonora de hip hop e trap, e “Dragão”, lançado há uma semana, mostra o cantor somente de toalha, preparando-se para uma festa, no banheiro, e cercado de cosplays. “Dragão” representa a autossuficiência do amor próprio, mostra que amar a si é o que confere poder. Esse amor próprio é a principal forma de empoderamento. “O arranjo se sustenta em uma levada eletrônica acelerada, misturando dubstep, trap e hip hop”, resume o artista.

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Zerzil by Augusto César

Mais sobre Zerzil

Zerzil é mineiro de Montes Claros e se formou em música em 2011, pelo Conservatório Lorenzo Fernandez. Começou a carreira fazendo shows em barzinhos, no estilo violão e voz, até formar a primeira banda, a Le Cabaret, que durou até 2013, quando se mudou para Rio para seguir seu sonho de viver de música. Aprofundou seus estudos de canto, pela Berklee e por meio dos preparadores vocais Suely Mesquita e Felipe Abreu. Nessa época, o tapete da sala da sua casa virou palco para animados saraus de música, e ele integrou o coletivo de artistas Cavalo Preto, quando conheceu e conviveu com os músicos da sua geração.

Zerzil estava trabalhando em um álbum, nos anos de 2014 e 2015, quando percebeu estar insatisfeito com a sonoridade mais afeita à música popular tradicional, mais acústica. Incentivado pelo seu produtor musical, na época, o Eugenio Dale, ele escreveu, em uma folha de papel, 10 tópicos que norteariam a criação de “ZZ”, seu álbum de estreia. “Cada um daqueles tópicos representaria uma música do disco, ainda sem nome, mas eram as ideias, as sementes das músicas que eu iria compor nos próximos meses e que contariam uma história, a minha história.”

Nesta nova fase, Zerzil foi influenciado artisticamente por nomes que vão de Andy Warhol a J. K. Rowling, de Almodóvar a Xuxa, ele traz para o seu trabalho elementos de Stromae e Lady Gaga, Tom Zé e Raul Seixas, Years & Years e Mamonas Assassinas.

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