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A espera por ‘Star Wars: O Despertar da Força’ valeu a pena?

A espera finalmente acabou. Trinta e dois anos depois de “O Retorno de Jedi”, até então, último filme da ordem cronológica da saga Star Wars, os fãs de Luke, Leia e Han finalmente poderão descobrir o que aconteceu com esses personagens, com o Império Galático e com a Aliança Rebelde. Sob a batuta de J.J. Abrams, diretor que modernizou a franquia Star Trek, o sétimo episódio Star Wars – “O Despertar da Força”, que estreou na ultima quinta-feira – não só apresenta novos rostos para uma nova geração de fãs, como também traz elementos clássicos para os fãs nostálgicos. Tanta espera valeu a pena?

Vale começar esse texto falando que sim. J.J. Abrams (da série “Lost” e que também dirigiu “Super 8”) fez um trabalho extremamente competente no novo filme da saga. Fã de Star Wars, ele sabia o que os fãs queriam ver na tela. O resultado é um longa visualmente deslumbrante, com toda a essência da trilogia clássica, lançada por George Lucas nas décadas de 1970 e 1980. Tudo o que os fãs esperam estão lá: batalhas no espaço, perseguições de naves, duelos de sabre de luz, explosões e a eterna luta entre o Lado Sombrio e o Lado Luminoso da Força.

Chewie e Han Solo estão de volta á franquia <3

Chewie e Han Solo estão de volta á franquia <3

A trama se passa 30 anos após o sexto filme da saga – que culminou na morte de Darth vader e do Imperador Palpatine. Luke Skywalker, último Jedi vivo, está desaparecido. Na sua ausência, a Primeira Ordem, criada a partir das cinzas do Império, deseja destruir a Nova República. Primeiro, no entanto, terá de enfrentar a Resistência, sob o comando de Leia Organa, agora General. Leia, no entanto, quer encontrar o irmão e envia seu melhor piloto para o planeta Jakku, em busca de pistas. Esse é apenas o ponto de partida para uma jornada épica, já característica da franquia.

Além dos citados Luke Skywalker e Leia Organa (Mark Hamill e Carrie Fischer, respectivamente), quem também retornou aos filmes é Han Solo (Harrison Ford) e seu fiel co-piloto, Chewbacca. Entre os novos personagens estão Rey (Daisy Ridley), uma catadora de sucata de Jakku; Finn (John Boyega), um ex-Stormtrooper e Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos líderes da frota de X-Wing da Resistência. O caminho de todos, claro, vai se cruzar, assim como a do novo vilão, Kylo Ren (Adam Driver).

Rylo Ren é o novo vilão - e está em busca de Luke

Rylo Ren é o novo vilão – e está em busca de Luke

Os novos personagens, aliás, não deixam nada a desejar aos astros da antiga trilogia. Daisy faz de sua Rey uma protagonista adorável e apaixonante, porém, forte e destemida quando necessário. Boyega é um ótimo alívido cômico e sua química com Daisy é instântanea. Isaac, embora tenha menos tempo de tela, também se monstra competente. O papel mais difícil nesse novo filme fica com Driver. Ele dá vida à um vilão que ainda não está em sua plenitude. Instável, Kylo Ren segue os passos de Darth Vader e quer dominar a galáxia. Ao contrário do vilão clássico, no entanto, Ren ainda precisa se aperfeiçoar nas técnicas do Lado Sombrio. Isso pode fazer com que muitos achem que ele, no final das contas, seja um vilão fraco. Não é. Isso tudo sem contar o dróide BB-8, que se junta à dupla C3-PO e R2-D2, no seleto grupo “Personagens Que Você vai se Apaixonar”.

Tecnicamente falando, “O Despertar da Força” é muito competente. J.J. Abrams escolheu apostar mais nos efeitos práticos do que na computação gráfica (assim como George Miller fez no ótimo “Mad Max: Estrada da Fúria”), ao contrário do que George Lucas fez na trilogia moderna – os Episódios I, II e III, que abusaram do CG. Com isso, o visual se torna muito mais crível. Jakku, um lugar desértico, é cheio de vida e boa parte daquelas construções, e até mesmo alienígenas vistos em tela foram, realmente construídos pela equipe.

Rey, Finn e BB-8 fogem de um ataque à jakku

Rey, Finn e BB-8 fogem de um ataque à jakku

O filme, no entanto, não é perfeito. O roteiro, embora seja divertido e tenso na mesma medida, algumas vezes se aproveita da boa vontade do espectador e deixa algumas situações simples demais aos protagonistas. Além disso, tem algumas pontas soltas. É compreensível que boa parte delas sejam explicadas nos próximos filmes, no entanto, outras esbarram na falta de explicação. Outro defeito é a subutilização de alguns personagens, como a Capitã Phasma, que chama a atenção pela imponência, mas não mostra a que veio.

Claro que no final da projeção, esses pontos negativos são pequenos perto do resultado alcançado por J.J. Abrams. “Star Wars: O Despertar da Força” é um filme que vai fazer você rir e chorar, sentir a tensão e a adrenalina de estar no cockpit de uma nave planetária e viajar por lugares incríveis numa galáxia muito, muito distante. Um longa delicioso de se assistir e que merece a melhor tela possível, do melhor cinema. Houve um despertar, você sentiu? E está só começando!

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